Feliz Ano Novo!


Que todos tenham um ano repleto de saúde, amor, felicidade e tudo o mais que desejem.
Que este ano supere o anterior e... já agora... que entrem com UMA FESTA DE ARROMBA!!

Imagine!!


Imagine

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm dreamer
But I'm not the only one
I hope some day you'll join us
And the world will live as one

Mahatma Gandhi


- "Olho por olho, e o mundo acabará cego."


- "A grandeza de uma nação e o seu processo moral podem ser julgados pela forma como tratam os seus animais."

- "Um "não" dito com convicção é melhor e mais importante que um "sim" dito meramente para agradar, ou, pior ainda, para evitar complicações."

- "As enfermidades são os resultados, não só dos actos, como também dos nossos pensamentos."

- "O amor é a força mais abstracta e também a mais potente, que há no mundo."

- "A não-violência não pode ser definida como um método passivo ou inactivo. É um movimento bem mais activo que outros que exigem o uso de armas. A verdade e a não-violência são, talvez, as forças mais activas de que o mundo dispõe."

- "O erro não se torna verdade por se difundir e multiplicar facilmente. Do mesmo modo que a verdade não se torna erro pelo facto de ninguém a ver."

- "Cada dia a natureza produz o suficiente para a nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome."

- "Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."

- "Vive como se morresses amanhã. Aprende como se vivesses para sempre."

- "Se queremos alcançar a verdadeira paz neste mundo e se queremos desfechar uma guerra verdadeira contra a guerra, teremos de começar pelas crianças; se crescerem com a sua inocência natural, não teremos de lutar; não teremos de tomar decisões ociosas e infrutíferas, mas seguiremos do amor para o amor, da paz para a paz, até que finalmente todos os cantos do mundo estarão dominados pela paz pelo amor, que o mundo inteiro está ansiando, consciente ou inconscientemente."

Santa Claus is Coming to Town!

Oh! You better watch out,
You better not cry,
You better not pout,
I'm telling you why:

Santa Claus is coming to town!

He's making a list,
He's checking it twice,
He's gonna find out
Who's naughty or nice.

Santa Claus is coming to town!

He sees you when you're sleeping,
He knows when you're awake.
He knows when you've been bad or good,
So be good for goodness sake!

So... You better watch out,
You better not cry,
You better not pout,
I'm telling you why:

Santa Claus is coming to town!




Deixo aqui parte da letra da minha música de Natal preferida e que todos tenham o que desejam este Natal!
Bom Natal para todos!!!

Um Natal Diferente


Este vai ser o meu primeiro Natal 100% vegetariana!!! Aliás, já lá vão uns bons 9 meses a 100% veg! =D =D

Deixo aqui o flyer (ou como diriam os britânicos - leaflet) da Associação Acção Animal e do Centro Vegetariano. Aqui, os mais curiosos (ou os que já se renderam ao mundo vegetariano), poderão encontrar uma bela receita veg em alternativa ao tradicional (pobre) perú assado!

(para ver melhor clicar na imagem e fazer zoom)

Afinal, no Natal somos todos mais solidários... até com os perús... porque não? ;-)

Feliz Natal Vegetal!

Hoje Deu-me "Pró" Pessoa

Hoje deu-me para isto. Apeteceu-me pôr aqui uns poemas de Fernando Pessoa. Estou em momento de reflexão. Fernando Pessoa é uma "personagem" muito interessante. Afinal, ele próprio se descreveu como "um novelo enrolado para o lado de dentro". Aqui ficam alguns poemas que hoje me tocaram.


O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo
Cansaço.

(Álvaro de Campos)


Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu,
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

(Fernando Pessoa)


Se te queres matar, por que não te queres matar?
Ah aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por actores de convenções e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fim?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te, nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira.
Não saúdes como eu a morte em literatura!

Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...

A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é a coisa depois da qual nada acontece aos outros...

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando entre as últimas notícias dos jornais da noite,
Interseccionando a pena de teres morrido com o último crime...
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...

Depois a retirada preta para o jazigo ou a cova,
E depois o príncipio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...

Depois lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariante:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?
Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera,
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?
Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?

Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem,
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

És importante para ti, porque é a ti que te sentes,
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjectividade objectiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.

E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente:
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células nocturnamente conscientes
Pela nocturna consciencia da inconsciencia dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da poliferação dos seres,
Pela névoa atómica das coisas,
Pelas paredes turbilhonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...

(Álvaro de Campos)


Se sou alegre ou sou triste?...
Francamente, não o sei.
A tristeza em que consiste?
Da alegria o que farei?
Não sou alegre nem triste.
Verdade, não sou o que sou.
Sou qualquer alma que existe
E sente o que Deus fadou.

Afinal, alegre ou triste?
Pensar nunca tem bom fim...
Minha tristeza consiste
Em não saber bem de mim...
Mas a alegria é assim...

(Fernando Pessoa)

Humm... Estou em "dia não" e como "Pensar nunca tem bom fim..." hoje deu-me para aqui. Amanhã, quem sabe, para outra coisa qualquer...

A Época do Presente no Sapatinho

É Natal, é Natal
Tudo bate o pé
Vamos pôr o sapatinho
Lá na chaminé

Assim era (e ainda é) a música que me ensinaram em criança. Nesta altura do ano, vemos uma "estranha", anual e passageira febre de consumismo. Para mim, não tendo o Natal qualquer simbolismo religioso, é altura de montar luzes, de estarmos com que mais gostamos e retribuirmos o nosso amor em PEQUENAS lembranças.

Assim sendo, e visto que todos nós adoramos um presente no sapatinho mesmo depois de adultos, deixo aqui uma lista de blogues e associações que têm belas lembranças. O dinheiro serve sempre para ajudar e a lembrança alegrará de certeza quem a receber!

Entre tantos, tantos outros... mas o Natal também é já para a semana...
Fiquem bem.

O Meu Espírito

Decidi criar finalmente um blog para escrever o me vai no espírito. Seja um desabafo, algo que li ou vi, uma curiosidade, uma citação... o que me apetecer. Para começar, achei boa ideia contar um pouco sobre mim. Contar algo sobre o meu estado de espírito, algo que talvez algumas das pessoas que me conhecem não imaginam ou têm apenas uma pequena ideia. Sendo um blog, espero também ajudar alguém que esteja neste estado ou que conheça alguém.

Tenho 22 anos. No dia que criei este blog (ontem) fez precisamente 1 ano que me foi diagnosticada uma depressão. Até aos meus 16, 17 anos, o meu único problema era apenas tirar boas notas para garantir a entrada no Instituto Superior Técnico.

Para resumir a história... aos 17 anos perdi a minha tia mesmo perto do Natal com um cancro no pulmão. Foi um golpe duro, foi uma luta imensa e o choque de perder alguém que me era tão querido, que apenas tinha 50 anos e tanto para dar foi grande. No ano seguinte, mais uma vez no Natal, perdi a minha avó com um período final de gangrena um pouco dramático. Enfim, enquanto isto, tive a alegria de entrar na faculdade e, ao contrário do que eu esperava, gostei muito dos colegas mas cedo percebi que o IST tinha uma influência negativa em mim. Muitos professores (nem todos felizmente!) não eram professores... não no sentido pedagógico. Já um pouco insegura, sentia que não devia ir para aulas em que não concordava com a maneira de estar do professor... onde ouvia pessoas cultas mas que se exprimiam de forma convencida e se esforçavam por nos fazerem sentir que metade dos que ali se encontravam simplesmente não deviam estar ali... Nunca fui pessoa de me conformar com este tipo pedagogia... logo... no primeiro ano, apenas no segundo semestre, chumbei, pela primeira vez, algumas cadeiras.

No ano seguinte o desânimo foi tomando conta de mim. No terceiro ano, já ia perdendo a fé em mim. No fim de Novenbro de 2005 a minha outra avó de 99 anos faleceu. Eram demasiados pensamentos negativos. Felizmente, nessa altura tinha começado há pouco menos de um mês a relação com uma das melhores presenças na minha vida: o meu namorado!=) O carinho enorme e o apoio incondicional que me deu, nessa altura e até hoje, foi, na minha opinião, aquilo que me fez aguentar o ano léctivo até ao fim e manter a minha vontade de melhorar ainda hoje. Apesar de um verão passado a realizar o sonho de viajar de comboio pela europa, o começo do passado ano léctivo foi uma descida vertiginosa até ao diagnóstico no dia 15 de Dezembro de 2006.

Quando finalmente segui o conselho da minha mãe e do meu namorado em ir ao psiquiatra já sabia o que tinha. As minhas buscas pela net tinham-me revelado que possuia quase todos os sintomas comuns da doença, entre os quais:

  • cansaço e perda de energia
  • sentimento de tristeza persistente
  • diminuição do interesse por actividades que antes eram prazerosas
  • perda de auto-confiança e auto-estima
  • dificuldade de concentração
  • sentimentos de culpa ou inutilidade
  • sentimentos de desespero
  • sono a mais
  • vontade de estar só
  • pensamentos de morte
  • inquetação e irritabilidade
Também vivia numa constante ansiedade, como se fosse ter um teste daí a 5 minutos, e sofri vários ataques de pânico, cuja sensação era horrível e esgotante.


Hoje,

um ano depois de ter começado a medicação e o tratamento, sinto ainda uma grande impotência. Para quem nunca teve uma depressão é dificil compreender e apoiar. Para mim também é difícil de explicar. Um belo dia percebi que não ia melhorar sem ajuda, que estava só a adiar, a pensar que as coisas iriam melhorar sem ver que não era isso que se passava. Nesse dia, quando entendi, marquei a consulta e comecei a tratar-me.

Hoje, o meu maior medo é não conseguir melhorar mais; é sentir que os medicamentos fazem o seu trabalho mas eu posso facilmente deitar tudo a perder, esgotar as pessoas à minha volta, perder mais anos da minha vida sem ver um caminho certo, um plano por onde seguir... cada dia é um dia e já não quero ambicionar a longo prazo... tenho ainda bastante medo de cair de novo ou ainda mais.

Uma coisa que custa muito explicar aos outros é que eu não estou a "olhar pra parede" o tempo todo e não sou (embora pareça) preguiçosa. Um depremido facilmente passa por mandrião e, no entanto, por vezes é nesses momentos de aparente "mandriagem" que se "travam as grandes batalhas" dentro do nosso espírito. Enfim, só compreenderá quem já passou por isto... ás vezes até vestir e sair de casa se torna uma batalha. Este primeiro ano de batalha não fiz nenhuma cadeira, não me orgulho disso. Não sinto que passei o ano em "férias"; foi um ano de batalha. O meu sonho de futuro parece cada vez mais longe quando os sonhos de todos os outros parecem estar mais perto. Sinto-me para trás, a empurrar uma rocha... mas ao poucos ela parece rolar.

Obrigada a todos os que me ajudaram e ajudam a recuperar, que demonstraram a amizade quando mais precisava. Obrigada também às pessoas que mais amo e que me retribuiram esse mesmo amor a dobrar.

Fica aqui o desabafo para todos os que queiram ler. E agora... chega de falar de mim e do meu estado de espírito. Vou mas é por este blog a funcionar. E sem testamentos chatos como este! =P Prometo! ;-)

Espíritos Leitores

Sons