O meu ser

A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.

Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.

É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?
(Fernando Pessoa)

4 comentários:

amordemadrugada disse...

Linda do meu coração! Este Fernando Pessoa ...é uma pessoa que me esmaga...loli
Boa semanita amiguita
beso em tu

amordemadrugada disse...

eNA! TB ACORDADA! mAS...TEMOS PENA! vOU VER SE DURMO! sENAO FAZIA TE COMPANHIA!
éS UMA KERIDA
c3
bEIJO DOCE EM TUA ALMA AMIGUITA

Antonio saramago disse...

As coisas belas vão buscar-se onde realmente estão.

Gilbamar disse...

As poesias de Fernando Pessoa são a fina flor, a nata mesmo, da poética mundial.

Abraços.

Espíritos Leitores

Sons