E já Cá Cantam 24!

Fiz 24 anos no passado dia 26 de Março. Aqui ficam as fotos do início de uma noite bem passada com amigos. Obrigada a todos os que puderam aparecer no jantar ou depois no bairro alto. =)*



Che - O Argentino

Estou feliz por finalmente terem feito um filme sobre Che Guevara sem a habitual tendenciosa visão americana. Independentemente dos meios e da vida que Che Guevara levou, é impossível não sentir fascínio pelo homem, pelos seus ideais e pelo que representa/ou.



"Não importa que retrato. Qualquer um: sério, a sorrir, arma em punho, com Fidel ou sem Fidel, dizendo um discurso nas Nações Unidas, ou morto, com o dorso nú e olhos entreabertos, como se do outro lado da vida ainda quisera acompanhar o rasto do mundo que teve que deixar, como se não se resignasse a ignorar para sempre os caminhos das infinitas criaturas que estavam por nascer.


Sobre cada uma dessas imagens se poderia reflectir profundamente, de um modo lírico ou de um modo dramático, com a objectividade prosaica do historiador ou simplesmente de alguém que se dispõe a falar do amigo que descobre haver perdido porque não o chegou a conhecer.


Ao Portugal infeliz e amordaçado de Salazar e de Caetano chegou um dia o retrato clandestino de Ernesto Che Guevara, o mais célebre de todos, aquele feito com manchas fortes de negro e vermelho, que se converteu na imagem universal dos sonhos revolucionários do mundo, promessa de vitórias a tal ponto férteis que nunca poderiam degenerar em rotinas nem em exepcismos, antes dariam lugar a outros muitos triunfos, o do bem sobre o mal, o do justo sobre o inícuo, o da liberdade sobre a necessidade.


Emoldurado ou fixo na parede por meios precários, esse retrato esteve presente em debates políticos apaixonados na terra portuguesa, exaltou argumentos, atenuou desânimos, namorou esperanças.Foi visto como um Cristo que havia descido da cruz para descrucificar a humanidade, como um ser dotado de poderes absolutos que fosse capaz de extrair de uma pedra a água na qual se mataria toda a sede, e de transformar essa mesma água no vinho com que se beberia o esplendor da vida.


E tudo isto era certo porque o retrato de Che Guevara foi, aos olhos de milhões de pessoas, o retrato da dignidade suprema do ser humano.Mas foi também usado como adorno incongruente em muitas casas da pequena e da média burguesia intelectual portuguesa, para cujos integrantes as ideologias políticas de afirmação socialista não passavam de um mero capricho conjuntural, forma supostamente arriscada de ocupar ócios mentais, frivolidade mundana que não pôde resistir ao primeiro choque da realidade, quando os factos vieram exigir o cumprimento das palavras.


Então, o retrato do Che Guevara, testemunha, primeiro, de tantos inflamados anúncios de compromisso e acção futura, juiz, agora, do medo encoberto, da renúncia covarde ou da traição aberta, foi retirado das paredes, escondido, na melhor da hipóteses, no fundo de um armário, ou radicalmente destruído, como se fosse motivo de vergonha.


Uma das lições políticas mais instrutivas, nos tempos de hoje, seria saber o que pensavam de si mesmos esses milhares e milhares de homens e mulheres que em todo o mundo tiveram algum dia o retrato de Che Guevara na cabeceira da cama, ou na frente da mesa de trabalho, ou na sala onde recebiam os amigos, e que agora sorriem por haver acreditado ou fingido crer.


Alguns diriam que a vida mudou, que Che Guevara, ao perder sua guerra, fez perder a nossa, e portanto era inútil chorar, como uma criança que chora pelo leite derramado.


Outros confessariam que se deixaram envolver por uma moda da época, a mesma que fez crescer barbas e cabelos, como se a revolução fosse uma questão de barbeiros.


Os mais honestos reconheceriam que lhes dói o coração, que sentem em um movimento perpétuo de um remordimento, como se sua verdadeira vida houvesse suspendida o curso e agora lhes perguntasse, obsessivamente, aonde pensam que vão sem ideais nem esperança, sem uma idéia de futuro que dê algum sentido ao presente.

Che Guevara, se assim pode dizer, já existia antes de ter nascido.

Che Guevara, se assim pode afirmar, continua a existir depois de morto.

Porque Che Guevara é somente o outro nome do que há de mais justo e digno no espírito humano.O que devemos despertar para conhecer e conhecemos, para agregar o passo humilde de cada um ao caminho de todos."

José Saramago, escritor e Prémio Nobel de Literatura.

Energias Alternativas

Podiam avançar... mas talvez os líderes mundiais tenham medo disto... (NOT!)


(clicar na imagem para ver maior)

Love and Peace! A Lidar com a Frustração...

A passear pela net, encontrei um blog de uma rapariga mais ou menos da mesma idade que eu (suponho) que, em desabafo, diz algumas coisas que já pensei e que, em parte, concordo... gostei de ler...

"Love & Peace are the answer. We all know it. The two most difficult feelings to accept in one's self.
Society is a demented black hole which sucks the world dry of it's soul.
The same things have been going on in our corrupt society since the '60's.
Sure people have changed, ideas shifted, but really...what's changed since then? We are at war.
Do you think we're gonna be out in 5 years? Me neither. Guess how many years that takes us to: 12.
How many years were we in Vietnam for? 12. Stop it. STOP IT NOW.
I don't want to continue living in a world like this. It's too much negative energy.
How can I even think to start a family? Will this country even be a safe place to call home?


We settle on blame. Blame it on the president, blame it on the kids of "generation X."
It takes more than George W. Bush to send a nation to war.
In fact a president can not even declare war until it is approved by enough people & they even have the right to veto his declaration.
They say we're a bunch of no goods, well I look at our generation and I see children of flower children, children of 80's mom's & dad's, children who grew up in a country that lost it's meaning and were intelligent enough to see it. Saw through the lies.
A generation of young people born with old souls. We know better than to ask questions. Artist with their mouths taped off.
Carrying the burden of every single lost promise of our fore-fathers. I'm surprised they're still teaching kid about communism and dictatorships, soon enough you think more people would start to find the irony in it all.

If everyone demanded peace instead of asking for a car we'd have peace.

{I'm exhusted, I'll probably edit this in the morning}"

Texto retidado de um post do blog "That's All she Wrote..."

Tibete

50 ANOS DE OCUPAÇÃO CHINESA NO TIBETE

Tonight?


Oh yeah, all right
Are you going to be in my dreams
Tonight?

.
.
.
.
.

And in the end
The love you take
Is equal to the love you make.


Letra da música "The End" do álbum "Abbey Road" dos Beatles
Imagem retirada do site Olhares.com


Espíritos Leitores

Sons