Adeus António Feio

Primeiro episódio da "Conversa da Treta" - Partes 1 e 2






Fim das Touradas na Catalunha!

OLÉ! Agora só falta Portugal seguir o exemplo e acabar com o "espectáculo" (aka tortura).

Catalunha repudia “fiesta nacional” e proíbe touradas - Mundo - PUBLICO.PT


Parlamento da Catalunha decidiu proibir as touradas a partir de Janeiro de 2012. Por 68 votos a favor, 55 contra e nove abstenções os deputados catalães aboliram as corridas de touros, culminando um processo iniciado em 11 de Novembro de 2008 quando o hemiciclo regional autorizou a tramitação de uma Iniciativa Legislativa Popular sustentada num abaixo-assinado com 180 mil assinaturas.

Esta é a primeira vez que uma região da Espanha continental proíbe touradas


O“Os problemas da Catalunha já acabaram”, ironizavam no final da votação os defensores das touradas. “Continuaremos às portas das praças de touros porque a proibição só entra em vigor em 2012 e até que seja anulado todo e qualquer mau trato aos animais a Catalunha não será Europa”, anunciavam, por seu lado, os defensores da proibição. Para estes, terminavam quase dois anos de contestação às corridas de touros, depois de, em Abril de 2004, a Câmara de Barcelona ter aprovado uma recomendação pedindo o fim das touradas.

No entanto, para os triunfadores a vitória é parcial. A plataforma Prou! ganhou a proibição das touradas mas teve de admitir excepções específicas: as correbous e os bous embolats, largadas de touros muito populares na Catalunha, mantêm-se no calendário dos festejos.

Entre os parlamentares que votaram a favor da abolição está a grande maioria dos deputados nacionalistas, à excepção de sete eleitos da Convergência e União que se manifestaram contra e seis que se abstiveram. Também três parlamentares socialistas se juntaram aos abolicionistas, enquanto outros três se abstiveram.

Os votos contrários vieram da totalidade dos grupos do Partido Popular (PP), da plataforma Ciudadans e de 31 dos 37 deputados do Partido dos Socialistas da Catalunha.

Entre eles, José Montilla, presidente da Generalitat, o Governo regional catalão: “Votei contra porque acredito na liberdade, preferia que não tivesse sido uma imposição legal, pois a continuidade dos touros devia ser uma decisão tranquila dos cidadãos”, afirmou Montilla.
Defensores vão recorrer
Apesar da votação, nem tudo está decidido. Os defensores das corridas de touros anunciaram que vão interpor um recurso junto do Tribunal Constitucional.

Por outro lado, o PP já tem em agenda, para Setembro, a apresentação de moções nas Cortes espanholas – Parlamento e Senado – nas quais solicita ao Governo socialista de Rodríguez Zapatero que inicie os trâmites para que as corridas de touros sejam reconhecidas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. E daí, promover a sua manutenção e, portanto, anular as consequências da votação do Parlamento da Catalunha.

“Não se podem contrapor questões de identidade à liberdade dos cidadãos”, considerou Mariano Rajoy. O líder dos “populares” espanhóis referia-se ao facto de a proibição das touradas aparecer num contexto que pretende singularizar a Catalunha da prática da denominada “fiesta nacional”, como são apelidadas as corridas de touros em Espanha.


Façam Favor de Serem Felizes!

O autor deste texto é João Pereira Coutinho, jornalista.

' Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta 
não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas 
proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo 
contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa 
ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há 
cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da 
fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas 
numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos 
três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, 
e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, 
como se a criança fosse um potro de competição. Eis a ideologia 
criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades  modernas: a 
vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e 
profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o 
infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o sonho, os 
restaurantes de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população 
mundial esteja a mamar forte no Prozac.



É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais 
queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera 
uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço 
de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas 
voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim 
último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!



É caso para dizer: " façam favor de serem felizes"

Espíritos Leitores

Sons